Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Reticências #8

 

É a isto que sabe a solidão.

 

 

Um grande e imenso NADA.

 

publicado por FruttiTutti às 22:46
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Reticências #7

E hoje voltei a sentir necessidade de escrever.


Embalada pela guitarra do vizinho de cima, não sei bem se me perco nas recordações ou se me escondo das previsões. Só sei que hoje voltei a sentir que o chão me escapava, que continua a faltar-me um não sei quê que julgava ter. É medo, decerto.

É a vontade de chorar porque tudo parece desencaixado e fora do lugar. Ou então fui eu que me desajustei do cantinho de onde estava, contente e liberta, e fiquei nova e momentaneamente perdida num espaço ou num tempo que não sei identificar.

Parece-me que tudo o que tem parecido existir afinal não passou de uma grande trapalhada desta minha cabeça tola que insiste à força em sonhar, e algo estranho parece empurrar-me para me mostrar que não é bem assim como eu tenho andado a ver. E eu movo-me, alucinada, entre ideias e possibilidades, baralhando as cartas e deitando-as à minha frente como se da minha sina se tratasse. Acho que o ciclo em que eu acreditava ser feliz está a chegar ao fim. Afinal, sempre chega. Ou sou eu que de tanto querer ver esse fim longe, acabo por acordá-lo e chamá-lo para mim.

Sei que me sinto cansada. Sou eu mesma a fonte da minha desilusão.

publicado por FruttiTutti às 15:51
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Reticências #6

 

 

Dor

 

 

"Experiência que resulta não só da percepção dos estímulos, mas também da associação dessa percepção com reacções fisiológicas secundárias e as suas consequências."

 

(Bockus)

publicado por FruttiTutti às 20:37
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Reticências #5

 


Castelos no ar constroem-se e destroem-se com demasiada facilidade.

 

 

 

Imagem

publicado por FruttiTutti às 10:39
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Efeito Borboleta

 

 

 

Às vezes basta aquele gesto insignificante, ou aquela palavra precisa naquele momento certeiro e tudo muda.

 

 

E acontece tanta, tanta vez. Se aquele pequeno gesto, aquele abraço, aquele olhar de cumplicidade entre amigos que torna as palavras pequenas, aquela flor roubada na esquina, aquela mensagem rascunhada num pedaço de folha rasgado ou na lista das compras, aquele smiley no cantinho do caderno entre os apontamentos, pode ter um efeito de êxtase, de pico de felicidade, de abraço psicológico, aconcheço e conforto, o mesmo acontece com aquele olhar de indiferença, aquelas palavras ditas sem um sorriso, a falta de lembrança, a ausência daquelas palavras certeiras no momento em que elas eram mais necessárias. tudo isso dói. E vindo de certos "alguém", dói tanto... É aquele tipo de coisas que me faz sentir pequenina, insignificante, um pequeno nada cheio de coisa nenhuma.

 

Mas se há coisa que tenho aprendido, é que sou mais do que isso, ainda que isso não seja visível a olho nú para toda a gente. Também nunca pretendi que o fosse. Restam-me as pequenas enormes surpresas, que me dão aquele sorriso tão parvo e tão delicioso, ao qual não me quero desabituar.

 

 

 

"Change one thing, Change everything."

 

 

 

P.S.: Obrigada pelo e-mail. Não esqueço. Tu sabes.

publicado por FruttiTutti às 20:28
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Pompoarismo ou Arte-de-desatarraxar-pilas?

 

Nunca as aulas de Saúde Pública e Clínica Geral tinham sido tão produtivas...

 

 

 

Pompoarismo foi a palavra que lançou o pânico esta tarde, no seio de meia duzia de mentes algo conspurcadas e ávidas de conhecimentos fervilhantes (e vá, que fossem motivo extra para desencaminhar um aprendiz de padre jesuíta com um singelo "anda cá que eu já te ajudo a pecar!") que as arrancasse da entediante realidade onde estavam enfiadas.

Ainda para mais quando tal técnica é descrita como "é usar os músculos do períneo para apertar, sugar e torcer o dito cujo!". Ora a minha pessoa tratou logo de imaginar certos órgãos a serem desatarraxados da sua "base" em grande estilo... O que poderia dar certo jeito, no que toca a necessidade de ausência do portador do dito (e vontade desesperada e ardente da parceira), além de ser uma forma de arrumação fácil e discreta da dita formação fálica, sem ter de aturar o resto do "pack" que "geralmente" ("geralmente" porque se a moda do pompoar pega, vai andar aí a população masculina toda desatarraxada e as senhoras com pilas nas carteiras...) o acompanha... Afinal, é só torcer!

 

 

Fruto deste hábito terrível de chegar a casa e "googlar" as coisas mais estúpidas à face da terra, não poderia deixar de fazê-lo com a novidade dos exercícios Kegel que tinha aprendido hoje. E eis que se abre à minha frente um oceano de conhecimentos até então semi-desconhecidos aos olhos de quem os lia!... Qual técnica milenar, de origem oriental (Índia, digo eu, com o tantra...), pode treinar-se com bolinhas tailandesas (que me fazem lembrar colares de certas duas pessoas não identificadas...) ou com pirâmides, sabe-se la como. Ordenhar, chupitar, sugar, algemar, fazer guilhotina (!!!)... são palavras de ordem de quem pratica a arte do pompoar! Ah, isto a outra não confessou, ficou-se pelo "eu conheço e pratico!"...

 

 

Pompoemos, meus caros, pompoemos!

 

Mas antes... Liga-se para o quartel e diz-se: "Preciso de um bombeiro cá em casa!"...

 

 

[Agradece-se opiniões sobre o assunto e/ou testemunhos reais na área dos comentários.]

 

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publicado por FruttiTutti às 19:43
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Embondeiros

"De facto, como em todos os outros planetas, no planeta do principezinho havia ervas boas e ervas daninhas, e, logo, sementes boas de ervas boas e sementes daninhas de ervas daninhas. Mas as sementes são invisíveis. Dormem no segredo da terra até que a uma lhe dê para acordar... Então, espreguiça-se e começa a lançar timidamente um rebentozinho inofensivo e encantador em direcção ao Sol. Se é um rebento de rabanete ou de roseira, pode crescer à vontade. Mas mal se perceba que é de uma planta daninha, é preciso arrancá-lo imediatamente. No planeta do principezinho havia umas sementes terríveis... eram as sementes de embondeiro. O solo estava infestado delas. Ora, se só se reparar num embondeiro quando já for bastante grande, nunca mais ninguém se vê livre dele. Atravanca o planeta todo. Esburaca-o com as raízes. E um planeta muito pequeno com muitos embondeiros acaba fatalmente por explodir."

 

 

O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

publicado por FruttiTutti às 21:28
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Reticências #4

 

 

 

 

Tens medo das palavras?

 

 

 


Conta-me os teus medos.

 

 

 

sinto-me: not so shiny
publicado por FruttiTutti às 11:26
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Parece-me bem.

 

Como as palavras não abundam, hoje expresso-me na forma de música.

 

 

 

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Amanhã talvez

Hoje não quero prender-me. Não quero deixar de sentir tudo aquilo a que tenho direito, sem pressas, sem porquês, sem senãos. Quero deixar-me levar por aquilo que me impele, seja certo ou errado, seja uma mistura de ambos sem distinção possível.

 

Hoje não quero dizer que sim nem que não. Quero apenas continuar, embalar-me numa ociosa preguiça de gestos inesperados, não calculados e sorrisos autênticos.

 

Hoje não quero pensar. Não quero adiar a doçura do toque, a magia do sabor, o percorrer daquele caminho que ficou por descobrir. Quero apenas render-me, serena, ao que for e ao que vier.

 

Hoje não. Amanhã talvez.

 

 

 

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No fundo do baú

Andei a esgravatar e tanto escarafunchei que encontrei isto.

 

Em 2005 escrevia-se assim por aqui:

 

Ando sem destino, perdida no tempo, embalada pelo vento que insiste em transformar a minha paragem numa ida.
Busco o meu caminho, percorro-o
sem mapa nem bússula, errando pelos meus próprios passos, palpando o terreno que me rodeia e constitui.
Não existem sinais, setas, marcas de um outro alguém, de um outro caminhante - sigo meu próprio caminho, desbravando-o a cada segundo que passa.
Exploro cada pedra, cada grão de areia, procuro o significado da sua existência... os porquês não me são dados: invento-os para mim própria.
Crio atalhos, encerro caminhos antigos, dias que ficaram para trás, que o tempo levou consigo.
Abandono olhares curiosos e abordagens vãs.
Procuro um caminho autêntico, nunca
antes percorrido, virgem de passos e de presenças.
Aqueço-me com o Sol que, Amigo, me segue os passos e me persegue, iluminando este caminho que insisto em continuar.
Ofegante, penso no que já caminhei, no que desvendei e no que ignorei... recordo pensamentos, gentes que por mim passaram e que insisti em abandonar.
Lembro-me de tudo o que passei, das montanhas que subi, gloriosa, onde abri os braços ao céu e consegui voar... lembro-me dos vales que atravessei, com o peso da razão, da tristeza, do sofrimento sobre os ombros... e sorrio ao recordar aqueles que me fizeram levantar.
Cansada, vergo-me à sombra do carvalho dos tempos... olho em frente e sigo a minha viagem - ainda estou longe de chegar.

 

 

 

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Conversas de Época de Exames

Paty: Um tigre, dois tigres, três tigres...

Eu: Três tristes tigres!

Paty: O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia

Eu: You're the chosen one! Wee wee weeee

Paty: Pum.

 

 

 

[Se calhar não é preciso acrescentar mais nada...]

 

 

sinto-me: confusa
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Reticências #3

 

"Olhe, desculpe, pode dizer-me onde apanho o combóio para aqueles tempos que voaram, recuperar todas as riquezas que possuia, todas as gargalhadas puras, os olhares cúmplices e os momentos tão genuinamente partilhados?"

 

"Olhe, filha, esse combóio já passou há muito tempo..."


"Oh!... Não me diga!... Preciso mesmo voltar para lá..."

 

 

sinto-me: nostálgica
publicado por FruttiTutti às 01:11
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Já dizia o outro...

... lá do alto da sua sapiência, e de forma tão exaustivamente repetida que, mesmo que não quisesse, era impossível não interiorizar:

 

"Perspectivas quase ilimitadas se abrem hoje num horizonte nem sempre despido que contradições e até mesmo envolto em ensombradas núvens de verdadeira angústia." (1)

 

 

 

  

 

(Ora digam lá se isto não é pura "poesia"...)

 


 

(1) É rezar para que o Senhor Professor não seja cliente assíduo deste meu estabelecimento... senão, alguém se vai lixar!

 

Pelo sim pelo não, acho que vou remover a minha foto do perfil...

sinto-me: Obstetricamente frustrada
música: sei lá...
publicado por FruttiTutti às 02:32
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Carta a alguém

Querido alguém, ou ninguém talvez,

 

Não sei bem o que te diga, mas apetecia-me conversar. Já tentei fazê-lo com as minhas quatro paredes, mas tornou-se aborrecido, elas são um pouco reservadas e não me contam muito de si. A minha televisão adoeceu e encontra-se em cuidados paliativos, já vi que não há muito a fazer, resta-me agora reservar-lhe pequenos confortos e um resto de existência descansado. Os meus telemóveis encontram-se estranhamente sossegados, quietos, prostrados, calados – acho que estão com alteração do estado de consciência ou então entregaram-se ao abandono. Os meus bonequinhos e peluches estão no sítio de sempre, mas têm os olhos baços e dirigidos para longe, como se evitassem focar-se em mim. Encontro-me, pois, muda há alguns dias, num silêncio interior e numa dúvida persistente. Olho à minha volta e constato mais uma vez que estou realmente só. Não é que não o esteja nos outros dias, mas esta é bem diferente daquela solidão acompanhada que constitui o meu dia-a-dia. Desta vez, queira ou não, estou mesmo só. Já ultrapassei a fase de me indignar porque não era suposto ser assim. Na verdade, parece que já desisti de tentar que assim não fosse. Ouço os sons vindos de fora e que fazem eco cá dentro, tão vazia me encontro – o cão da vizinha que ladra lá longe, a cigarra que faz um barulho irritante. Se não fosse sentir os passos da vizinha de cima e ouvir o barulho do helicóptero do INEM que se aproxima para aterrar no Hospital, acreditaria estar mesmo no meio do nada. Mas sim, estou mesmo no meio do nada. Olho para o relógio vezes sem fim, e cada minuto que passa é um minuto que dói. Deito-me, escondo-me nas almofadas. O telemóvel faz-me as perguntas de sempre mas eu recuso-me a responder.

Sabes, hoje senti-me realmente assustada. Assolou-me um pensamento que há muito não habitava em mim… precisamente aquele que mais me faz tremer, sofrer, abanar a cabeça com violência acreditando que ele assim se desvanece e nunca mais vai voltar. Sempre tive medo da morte. Para além da dos outros, da minha. Sempre quis acreditar que a minha vida seria como um filme ou um livro: enquanto dura, embrenhamo-nos na história, somos parte dela, vivemos lá dentro; quando termina, nós não terminamos com ela, nós permanecemos, pensamos, sentimos, somos, embora outra coisa qualquer. E depois tudo recomeça outra vez, mas quando termina, sempre regressamos à linha de base, onde continuamos a ser, a pensar, a sentir. Assusta-me pensar que com o verdadeiro Eu não seja assim, que depois de terminar não voltarei à “linha de base” e estarei pronta para outra. É este nada que me assusta. Este nada derradeiro e absoluto. E recuso-me a pensar que desapareça assim. E arrepio-me e contorço-me e escondo-me e choro. E não quero, com todas as minhas forças, que seja assim.

E olho mais uma vez para o relógio e dói mais uma vez. Acho que queria que o tempo voasse e levasse consigo todas as indiferenças e expectativas, todas as companhias ausentes, todas as conversas superficiais, para não ter de me cruzar com elas.

Sabes, acho que hoje desapareceu mais uma parte de mim.

E amanhã será um novo dia, com mais ausências, mais paredes, mais ocupações inadiáveis que se desfazem, mais nadas.

Voltamos a encontrar-nos amanhã.

Sempre tua, o que quer que seja,

Ana I.

 

publicado por FruttiTutti às 22:39
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Faz-me espécie!

Não há melhor maneira de começar o dia, principalmente tratando-se de uma Segunda-feira a seguir a um Domingo particularmente stressante:

 

Acordar 20 minutos depois da hora programada (à qual tinha de acordar impreterivelmente), tomar duxe a correr e levar com a porta (que se desmanchou do resto sem mais nem porquê) em cima da cabeça, avariar o secador, entornar o leite e acabar por sair de casa meia zonza sem nada no estômago por já estar absolutamente atrasada, descer no elevador a fazer a escala mental das toneladas de coisas que tinha de fazer nesse dia e no resto da semana e nas próximas semanas, torcer o pé à saída da porta, praguejar com os óculos de sol que me escorregavam da cabeça e deparar-me com a imagem que me faria sentir-me um cubo de gelo debaixo de um sol tórrido: o senhor meu vizinho que nunca vi mais gordo, todo lampeiro, calçãozinho e havaianas, pacificamente a atafulhar a mala do seu carro com malas, sacos térmicos, chapéus de sol e restante parafernália de apetrechos de veraneante que se prepara para acabar com o seu bronze de camionista e dedicar os próximos tempos única e exclusivamente à arte do anhanço, com o Record debaixo do braço e molhar o rabo de hora a hora na água limpida de uma praia paradisíaca qualquer, de preferência a milhas daqui.

 

 

Ora, eu, que ja tinha começado tão bem um dia que se adivinhava longo, ao deparar-me com este cenário, só me pude confrontar com aquele pensamento sempre animador:

"Calma, Anisabel, só te faltam dois meses de época de exames..."

publicado por FruttiTutti às 20:46
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

A Ti que já foste Eu

Ao fim de tanto tempo a falta de alimento vital condenou-te a seres o Passado que nunca teve direito ao seu Presente digno. Tentaste sobreviver, ofegando entre pedidos e súplicas para que não te deixasse desaparecer. Pediste tantas vezes para não te taparem ou encobrirem. Afinal, só querias ser aquilo que sempre foste, só querias poder continuar a existir da maneira que só tu sabias. Como tu querias dar voltas ao relógio num ritmo frenético que te fizesse por largos momentos sentir outros sabores, aqueles que há muito deixaste de poder contemplar e dizer teus, que te foram arrancados e deitados fora. Quiseste ser a construção segura de um abrigo e acabaste por ser pouco mais que um amontoado de tijolos, num esboço de parede inacabada. E deixaste o tempo passar e condenaste-te, por fim, ao esquecimento. Abandonaste o que tanto querias tornar imenso, belo, grandioso. E no teu lugar deixaste apenas os restos que o que lá ficou vai expulsando aos poucos.


 

Na tua lápide triste e envelhecida talvez se consiga então ler:

"A Ti que já foste Eu, descansa em paz na eternidade dos teus sonhos, de onde afinal nunca saiste."

 

publicado por FruttiTutti às 20:47
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or, being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;


If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build 'em up with wornout tools;


If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on";


If you can talk with crowds and keep your virtue,

Or walk with kings - nor lose the common touch;

If neither foes nor loving friends can hurt you;

If all men count with you, but none too much;

If you can fill the unforgiving minute

With sixty seconds' worth of distance run -

Yours is the Earth and everything that's in it,

And - which is more - you'll be a Man my son!

 

 

"If", Rudyard Kipling

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publicado por FruttiTutti às 14:30
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Domingo, 24 de Maio de 2009

Reticências #2


Para melhor e para pior


 

Sou hoje um pouco mais do que fui ontem.

 

 

Esher

 

 

música: Bob Dylan - The Times They Are A-Changin'
publicado por FruttiTutti às 11:32
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Retalhos

Vesti o meu corpo de retalhos. Queria de uma forma indizível abraçá-los e, ao mesmo tempo, vê-los bem longe de mim. Eram retalhos dos pensamentos mais intimos, mais meus, dos desejos semeados em terrenos secos que os condenavam à morte mesmo antes de poderem florescer. Hesitei em cuidar deles, mesmo sendo meus. E quis afastar o perceber da respiração, o toque. Aquele toque que tinha ficado suspenso no ar e que eu queria atrair para mim, que eu tentava puxar com os meus olhos lânguidos, pela doçura, pela esperança, pela carência, pelo que ainda restava de mim. E as palavras jamais traduziriam aquilo que eu sabia estar a existir mas que tinha como errado, a voz da censura espetou-se como facas aguçadas que voavam na minha direcção. Mas mesmo com tudo isto eu senti-me bem, senti-me fresca, senti-me livre. Rodopiava e esvoaçava e estilhaçava-me em mil bocados que nunca se juntariam de novo da mesma forma como eram antes. Senti-me mudar de pele, de casca, de tudo.

Silêncio.

E fui bruscamente acordada de tudo isto e vi-me sentada no mesmo lugar, o mesmo eu, o mesmo tu, as velhas questões de sempre. E num suspiro esvaiu-se tudo o que poderia ser. Mas eu continuo a querer voltar ali. Ainda mais.

música: Beirut - Nantes
publicado por FruttiTutti às 00:29
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